|abril 09, 2006|
crianças

as crianças têm, em si mesmas, uma ferramenta poderosíssima que perde seu poder conforme elas vão crescendo: a imaginação. e a imaginação e criatividade de uma criança devem ser incentivadas, especialmente pelos educadores e mesmo irmãos ou primos mais velhos, em quem futuramente a criança vai espelhar seu futuro.
enquanto um adulto precisa de um bom livro ou mesmo um filme para fugir da realidade momentaneamente, a criança tem em si mesma esse poder. basta que seja incentivada, por uma caixa, um pedaço de papel, ou mesmo apenas pelas palavras. e não precisam ser histórias contadas, basta que algúem lhe dê uma idéia para uma brincadeira como "imagine que você é um sapo" e coisas do tipo.
uma criança não precisa de brinquedos caros, bonecos com duas mil articulações ou carrinhos de controle remoto. uma caixa já é suficiente pra mil e um diferentes tipos de brincadeiras: astronauta, piloto de corrida, "indiana jones", e etecétera. um boneco que mexa só os braços também é o bastante, já que os movimentos (principalmente as expressões) estão basicamente na cabeça da criança. quanto mais movimentos tiver o boneco, mais difícil é lidar com ele na hora de brincar, porque em vez de continuar a "história", a criança fica meia hora arrumando cada articulação pra ficar do jeito que ela quer pra depois continuar. no meu tempo, boneco que mexia os braços, as pernas e a cabeça era bem raro! dobrar os cotovelos, então, era uma revolução na indústria dos brinquedos.
meu ponto aqui é: criança é bastante imaginativa. ela não precisa de muita coisa pra ser feliz, o que acontece é que a propaganda a corrompe. e mesmo quando não é facilmente influenciável pela propaganda, seus amigos a corrompem. criança não precisa, criança QUER. a televisão a faz acreditar que ela precisa. por isso o incentivo à imaginação é importante desde o começo.

outra coisa sobre as crianças é que, quando estão se divertindo, elas não sentem fome. não adianta tentar forçá-la a comer. ela simplesmente não sente fome. o melhor a fazer é tentar criar uma situação pra que a hora do almoço ou do jantar seja divertida. ou tentar impedir que ela fique brincando antes das refeições, o que, convenhamos, é uma coisa cruel. não que não seja importante ter uma regularidade no horário das refeições, mas pra criança isso não faz muita diferença. se ela está se divertindo, não vai sentir fome. quando, por algum motivo, a brincadeira acabar, a fome aparece como que por mágica.

claro, eu não tenho filhos. minha teoria baseia-se pura e simplesmente no que eu me lembro da minha inafância e no que eu vi e vejo acontecendo com meus primos. sempre que seja a hora de tomar banho, por exemplo, convencê-los de parar de brincar momentaneamente para tomar banho é uma tarefa simples: basta dizer que eu estou indo tomar banho que eles logo mudam de idéia. não sei como isso funciona na cabeça deles. pra comer às vezes é a mesma coisa, mas basta que eu ameace comer a comida deles que em meio segundo a fome aparece. ainda não tentei esse tipo de coisa com uma criança mais velha, mas ainda não precisei. a autoridade dos pais também funciona de vez em quando, afinal. ah sim, é importante lembrar que eu só tenho que lidar com meus primos vez ou outra, e não sei como as coisas funcionam no dia-a-dia normal deles.

aproveitando o assunto, ainda não assisti ao supernanny (aqui, neste caso, lê-se supernáni) do sbt, mas acredito que seja mais instrutivo do que meu texto. a versão original, supernanny (aqui, neste caso, lê-se supernanny mesmo, em inglês normal e, de preferência, bem falado), que passa no gnt, parece ser melhor. mas minha base de comparação não serve, já que do primeiro eu nunca vi nem meio segundo, e do primeiro eu vi um capítulo apenas (e que achei bastante interessante, especialmente para quem é pai há menos de uma década).

|felipejb @ 1:27 PM| || |mande para um amigo|
 
Comments: Postar um comentário